Quais são os custos logísticos no modal rodoviário?

Não é novidade para ninguém, o transporte rodoviário é o principal modal no Brasil. E o que também não é surpresa é que os custos logísticos envolvidos nessa operação são bastante elevados, e impactam muito o setor financeiro das empresas.

Os custos números influenciam diretamente o preço final das mercadorias, o que significa que, quando não são bem gerenciados, o caixa da sua empresa sofre impactos negativos.

A boa notícia é que alguns desses custos podem ser otimizados e reduzidos.

Hoje você vai conhecer os principais valores relacionados à logística no transporte rodoviário e também algumas sugestões para otimizá-los por meio de processos e recursos facilitadores.

Os principais custos logísticos no transporte rodoviário

Há diversos custos que impactam esse processo, mas os principais são:

  1. Custos de coleta, transferência e entrega

Esses custos podem ser divididos entre fixos, que não sofrem variação de acordo com a distância percorrida, e os custos variáveis que se alteram conforma a quilometragem.

Os custos fixos são aqueles calculados mensalmente e que acontecem mesmo que o veículo fique parado na garagem. Alguns exemplos são: salário do motorista, licenciamento, reposição do veículo, seguro e remuneração do capital empatado.

Já os custos variáveis podem ser os acessórios, as peças de manutenção, os lubrificantes, o combustível, as recauchutagens e os pneus.

  1. Despesas indiretas

São despesas administrativas que não estão diretamente relacionadas com a operação do veículo, mas que são necessárias para o funcionamento da empresa. Elas também variam de acordo com o volume de carga movimentada. Podem ser divididas em:

  • Encargos e salários de colaboradores de setores indiretos como vendas, administrativo e comercial, por exemplo;
  • Despesas necessárias para o funcionamento da empresa, como impostos e aluguel;
  1. Custos relacionados ao valor

Referem-se à gestão do risco de avarias, acidentes e roubos. Podem ser divididos em dois grupos:

  • Gestão do Risco de Acidentes e Avarias: é o chamado frete valor, que agrega uma quantia para o transporte de mercadorias e é composto por diferentes elementos, como administração de seguros, segurança interna, indenização por extravios, danos, perdas e riscos não cobertos por seguro;
  • Custos de Gestão de Risco de Roubos (GRIS): estão relacionados à segurança da carga e incluem seguro facultativo, salários, investimentos como a reposição de equipamentos e sistemas, e gastos operacionais como escoltas e bilhetagem.
  1. Outros custos

Estão relacionados às despesas que independem do volume ou peso da carga, como por exemplo:

  • Custo de permanência da carga: incide com a necessidade de armazenagem depois do quinto dia útil;
  • Custo de cubagem: ocorre com cargas de baixo peso e lotam o veículo antes de atingir o limite máximo;
  • Custo de devolução de mercadorias: é cobrado quando a mercadoria é devolvida ao destinatário;
  • Reentrega: são custos que incidem a cada nova tentativa de repasse ao comprador;
  • Custo de estadia do veículo: são gerados quando o caminhão fica parado por tempo maior que o esperado;
  • Custo de administração da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz): são invisíveis e gerados devido aos procedimentos adotados;
  • Custo de dificuldade de entrega: incidem quando o repasse ao consumidor é difícil;
  • Custos de restrições ao trânsito: ocorrem quando há limitações à circulação dos veículos ou às atividades de carga e descarga.

O impacto dos custos logísticos no setor financeiro empresarial

Um estudo realizado pela Fundação Dom Cabral indica que 85,6% das empresas no Brasil têm alto nível de dependência das rodovias. O transporte de longa distância é o fator mais representativo, com 44% de influência, e por isso, a melhoria das estradas é relevante para reduzir os impactos logísticos.

A mão de obra é outro fator que provoca grandes impactos nos custos logísticos. Para 62,4% das empresas essa questão provoca um aumento extra para seus setores financeiros.

Um terceiro fator importante é o custo dos combustíveis e dos pedágios, que vêm sofrendo grandes aumentos nos últimos anos.

Como otimizar os custos logísticos

Sabendo de tudo isso fica evidente a necessidade de pensar sobre a otimização dos custos relativos à logística, visando à redução deles e a criação de um plano de ação que permita aprimorar as diferentes etapas da cadeia de suprimentos.

  • Mapeie os processos

As rotinas produtivas devem ser padronizadas para que todos realizem o trabalho da mesma forma. Essa avaliação exige que o processo produtivo seja redesenhado para reduzir o tempo das atividades e otimizar o uso dos recursos.

  • Automatize as tarefas

A execução manual de algumas atividades pode provocar retrabalho, erros e até mesmo facilitar fraudes, que resultam em aumento de gastos.

Os processos burocráticos podem ser melhorados com o uso de sistemas de automação que facilitam a gestão e o controle dos recursos como, por exemplo, o consumo do combustível e os abastecimentos.

Dessa forma a equipe pode focar atividades estratégicas.

  • Tenha um bom relacionamento com os fornecedores

O bom relacionamento com os fornecedores permite a conquista de outros benefícios como descontos, melhores condições de pagamento e envios mais rápidos.

Como você pode perceber, as empresas sofrem com o impacto dos custos logísticos, mas é possível diminuí-los.

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