Combustível adulterado: Fique atento.

Na hora da escolha do local para abastecimento do veículo ou da frota devemos nos atentar a qualidade do combustível daquele estabelecimento.

Mesmo com a fiscalização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) é comum os casos de venda de combustível adulterado.

Esse tipo de prática pode trazer danos aos veículos, ao meio ambiente e ao seu bolso, pois o que você “economiza” abastecendo em um posto com combustível adulterado, volta em gastos muito maiores em médio e longo prazos, para reparar ou trocar peças que foram comprometidas no veículo. Normalmente são as peças que tiveram contato com o combustível “batizado”.

A adulteração pode ser feita incluindo no combustível comprado como aditivo: etanol, óleo diesel, solvente de borracha, querosene e até a água, em alguns casos. O tipo de adulteração mais comum é feito acrescentando etanol na gasolina em medidas acima do especificado por lei.

Segundo a Portaria 678 de 31/08/2011, do Ministério de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a quantidade adicionada de álcool deve estar entre 20% a 25% em volume.

Se esse limite for ultrapassado, o resultado será que no motor de explosão interna haverá uma mistura incorreta de ar e combustível, levando a uma dirigibilidade menor, falhas de funcionamento do motor, diminuição do poder calorífico da gasolina e perda de desempenho do veículo.

De acordo com as normas estabelecidas pela ANP, as principais fraudes e adulterações são:

– Etanol: Uma adulteração muito comum é vender, no lugar do etanol hidratado (o combustível correto), uma mistura de etanol hidratado com etanol anidro (aquele que é misturado à gasolina, de cor alaranjada). Ou pior, uma mistura do etanol anidro com água, o chamado “álcool molhado”. Somente a gasolina pode receber essa adição de etanol anidro, o que é previsto por lei na proporção de até 27%. 

– Gasolina: A adulteração mais comum é o excesso de etanol anidro, adicionado em uma porcentagem acima da máxima permitida por lei, atualmente de 27%. Na gasolina premium, essa porcentagem é menor, de 25%. Além disso, podem ser adicionados a esse combustível vários tipos de solventes.

– Óleo diesel: O problema mais frequente com o diesel é o seu aspecto, que deve estar límpido e isento de impurezas. Em função do tipo de diesel, varia a quantidade de enxofre. O S-500, por exemplo, tem 500 partes de enxofre por milhão, enquanto o S-10 tem 10 partes por milhão.

– Em todos os combustíveis: também é comum a modificação da bomba, chamada “bomba baixa”, para que a quantidade de combustível abastecida no tanque do carro seja menor do que a registrada na bomba. Ou seja, você paga mais e leva menos.

Até mesmo os postos de bandeira branca (que são os sem vínculo com redes distribuidoras) precisam informar para o consumidor qual é a marca que está sendo comercializada nas bombas de combustível.

Por isso quando encontrar uma fila enorme de carros abastecendo e um preço muito barato, desconfie e caso não tenha escolha e precise abastecer em um desses postos, sempre peça a nota fiscal e se possível não encha o tanque, coloque o suficiente para chegar em outro posto de combustível de confiança.

O consumidor pode pedir testes de combustível, o posto não pode se negar a fazê-lo.

Se necessário denuncie o posto de combustíveis a ANP pela internet ou pelo telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).

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